92% dos municípios brasileiros não cumpriram normas previstas pela ANA (Agência nacional de Águas e Saneamento básico). Estamos falando de exatos 5.133 municípios descumpridores de normas. Em específico, estamos falando de adoção de critérios para a adoção de critérios de cobrança de taxa do lixo, de forma que o município se torne autossustentável. É um número que representa de forma clara e absurda, a grande falta de comprometimento dos nossos governantes relativos ao tema Saneamento Básico, que conversa muito bem com os recentes fatos ocorridos no Rio Grande do Sul e, claro, nos deixa mais desesperançosos ainda, em um futuro breve, pois o tema é urgente.
Mas, se atentarmos para os números apresentados pelo país, não é de se assustar com a taxa de 92%, uma vez que vivemos em um país em que 35 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada; 100 milhões de pessoas sem coleta de esgoto, o que representa 47% da população e somente 46% dos esgotos coletados, são devidamente tratados. Resumo da ópera, temos um universo de 49 milhões de pessoas ou 24% da população, sem acesso a uma estrutura mínima e necessária de saneamento básico.
Este cenário representa muito bem a realidade brasileira no tocante a política de saneamento básico. A população, sem a educação básica necessária, não consegue acompanhar e, claro, muito menos cobrar dos seus governantes e políticos, por tamanha falta de responsabilidade.