A indicação do técnico Carlo Ancelotti, ex-jogador italiano, como o novo técnico da seleção brasileira, não chegou a ser uma grande surpresa, uma vez que o seu nome já havia sido ventilado, pasmem, por longos quase dois anos. Com certeza trata-se de uma ótima indicação, considerando o nível baixíssimo de futebol que vem apresentando o selecionado brasileiro, principalmente, se imaginarmos a sua atuação em copas do mundo, considerando somente as últimas três. Lembrando que nesse período está incluso o famigerado 7 a 1, contra a Alemanha.
Decorrido dois dias da divulgação do nome do Carlo Ancelotti, ainda nos deparamos com elogios aqui e acolá. Tudo normal, afinal, trata-se realmente de um técnico de nível gabaritado para conduzir a seleção pentacampeã do mundo. O que a imprensa, de modo geral, não tem comentado, é que dos muitos problemas que o futebol brasileiro tem enfrentado nos últimos anos, técnico, não é o principal deles.
É importante dizer, que os últimos cinco presidentes da CBF, que antecederam ao atual, todos, tiveram problemas, ou com a justiça comum, ou com a FIFA, dois dos quais, acabaram inclusive, por serem banidos do futebol mundial. Isto por si só, já bastaria para explicar por que temos tipo tantos problemas e tantas dificuldades para vencer uma partida nos últimos dois anos e não ganhamos uma copa há vinte e três anos. Mas nossos problemas não ficam só por aí. Há muito tempo a CBF deixou de ser uma entidade que dirige os destinos do futebol brasileiro, para ser uma caixinha preta, em que por dentro temos jogadas e jogadores de todo tipo, menos aqueles que de fato prezam pela manutenção do bom futebol, de quem já foi por cinco vezes campeão mundial. Há Muito se escuta também, que quem escala jogador são os empresários, os patrocinadores e agora, uma grande participação das tais BET´s, somando-se a todo este arcabouço de absurdos, o VAR, que no Brasil, parece que não veio para eliminar as conhecidas falhas e limitações humanas, mas sim, para mascará-las.
Dentro deste contexto, é importante lembrar que um dia após o anúncio do novo técnico, o vice-presidente da CBF pediu na justiça, a destituição do atual presidente da entidade maior do futebol brasileiro. Ancelotti, até pode estar acostumado com uma certa bagunça do futebol italiano, de onde ele é oriundo. Mas no geral, ele vem atuando na Europa como um todo. É claro que está acostumado com um certo padrão de organização. Duvido muito que ele se concentre ou consiga progredir e desenvolver um bom trabalho em um ambiente conturbado como é a nossa atual realidade. E, não podemos deixar de fora desse festival de horrores, a qualidade dos nossos jogadores, que há muito tempo, caiu muito o talento daqueles que despontam como sendo os caras. Como exemplo disso, o nosso principal jogador, na realidade já até podemos considera-lo como ex-jogador, nunca ganhou nada, além de muito dinheiro.
Com esta triste realidade, duvido mais uma vez, que Ancelotti, consiga fazer voltar aquele futebol, bonito, vistoso, vitorioso e que todos temiam. Hoje, o campeonato que os nossos jogadores estão preocupados e bem-preparados mesmo, é com o tipo de corte e pintura dos cabelos, dancinhas e os olhares disfarçados para as câmeras. Por tudo isso, acho que Ancelotti não fará muito milagre na seleção brasileira e desconfio que ele chega com o placar desfavorável de 7 a 1. Se ele conseguir se classificar para a próxima copa do mundo e não for eliminado dela, até as oitavas de final, já estará de bom tamanho.