O Brasil tem sorte, quando se trata de atentado, posto que, as tentativas todas foram frustradas, devido a incompetência dos seus “executores”. Claro que me refiro dos anos de 1980 para cá.
O que os casos da tentativa de explosão do caminhão-tanque, ocorrido em 24 de dezembro, de 2022; o famoso oito de janeiro de 2023, em que houve a invasão da praça dos três poderes, além da depredação e tudo mais que ocorreu naquele dia; e a tentativa de invasão do STF, seguida de explosão de veículo, que teve como saldo, a morte do suposto responsável pelo atentado, ocorrido em treze de novembro de 2024, têm em comum? Os três casos, ou tentativa de atentado, ou atentados infrutíferos, ou como queiramos chamar, nos faz refletir sobre um ponto em comum que os casos nos remetem a lembrar. Temos tido muita sorte, traduzida na incompetência dos seus executores, em cada um dos casos relatados. E para que não percamos a oportunidade de aumentar as fileiras de tais incompetências, não podemos deixar de fora, o Caso Riocentro, ocorrido no dia 30 de abril de 1981, em que pessoas do exército e da PM, tentaram explodir bombas em um show comemorativo ao dia do trabalhador, que estava sendo celebrado, já que, no dia seguinte seria 1º de maio. Tentaram, mas os tais executores explodiram a bomba, foi no colo de um dos integrantes do grupo responsável pelos atentados.
O que nos preocupa também, é a linha do tempo de tais ocorrências. Da ocorrência de 1981 até o caso da tentativa de explosão do caminhão-tanque, em 2022, passaram-se 41 anos. Em seguida, em janeiro de 2023, ou seja, menos de um mês após a última ocorrência, tivemos o registro dos atentados de oito de janeiro; e logo em seguida, pouco mais de um ano e meio, tivemos a ocorrência mais recente, da tentativa de atentado contra o STF, em novembro de 2024. Os indivíduos estão mais motivados pela mudança do cenário político, ocorridas principalmente a partir das eleições de 2018. Com a inserção da política nas redes sociais, deu-se voz e ouvidos a nichos que sempre estiverem onde estão e sempre pensaram como pensam, mas viviam na obscuridade, desimportância e gradeados pela inexpressividade de uma vida morna e distensa, pois não havia clima que os encorajasse a agirem. Práticas como a divulgação em massa das tais fake News; o foco nos nichos identificados pelos algoritmos das redes sociais; aumento importante do envolvimento e do crime organizado no jogo político, ajudaram também a mudar o cenário do agora, novo campo político, em que o feio vira bonito, o ridículo fica engraçado, a mentira vira absoluta verdade e o bandido vira líder salvador da pátria. Tudo isso fez aflorar os “malucos” que invadem prédios públicos e depredam, fazem coco em cadeiras, quebram estátuas e relógios raros, batem continência para pneus, tentam explodir caminhão-tanque em aeroporto, matar ministros e em seguida se sentar na bomba.
A nossa preocupação é, por enquanto estamos salvaguardados pela alta taxa de incompetência desses malucos, mas, até quando?